Projetos de Lei

PROJETO DE LEI Nº 395/2008
"Altera a denominação do Centro de Educação Infantil CEU Feitiço da Vila, localizado na Rua Feitiço da Vila, s/nº - Chácara Santa Maria para CEI PROFESSORA LUIZA HELENA FERREIRA”.
A CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO DECRETA:
Art. 1º - Altera a denominação do Centro de Educação Infantil do CEU Feitiço da Vila, localizado na Rua Feitiço da Vila, s/nº - Chácara Santa Maria para CEI PROFESSORA LUIZA HELENA FERREIRA.
Art. 2º - As despesas decorrentes da implantação desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas, se necessário.
Art. 3º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário.
Sala das Sessões,
ANTONIO DONATO
VEREADOR
J U S T I F I C A T I V A
A presente propositura tem por objetivo denominar o Centro de Educação Infantil do CEU Feitiço da Vila, localizado na Rua Feitiço da Vila, s/nº - Chácara Santa Maria, visando homenagear a ROFESSORA LUIZA HELENA FERREIRA, membro ativo da comunidade, já falecida, pelos relevantes trabalhos prestados à comunidade local, conforme biografia que segue em anexo.
B I O G R A F I A
Luiza Helena Ferreira nasceu no segundo dia do mês de agosto do ano de 1966, filha de Paulo Vicente Ferreira e Zélia da Costa, na pequena cidade de São Bento do Sapucaí, próximo a Campos de Jordão, no interior de São Paulo. Com poucos anos veio morar na região de Itapecerica da Serra, e em seguida a família mudou-se para o Campo Limpo, próximo ao bairro Campo de Fora, no município de São Paulo, onde residiu e trabalhou a maior parte de sua vida.
Desde cedo já demonstrara empenho vocacional à educação. Começou ainda nos anos 80 trabalhando com Educação Infantil numa Unidade Educacional particular, e em breve se formaria em pedagogia e trabalharia também com a educação fundamental, tanto na rede estadual quanto municipal de São Paulo, onde foi aprovada em concursos, tanto para professora quanto para coordenadora pedagógica, sendo este último cargo o que desempenhou até o fim da vida. Também ocupou a função de diretora designada.
Por oito anos Luiza permaneceu casada, divorciando-se no ano de 1994, sem filhos. Trabalhou em todos os níveis da educação básica; desde a infantil até a de jovens e adultos, passando pelas seguintes unidades Educacionais; Escola Estadual Arnaldo Laurindo, Escola Municipal de Educação Fundamental Otoniel Motta, Escola Municipal de Educação Fundamental Fagundes Varella, Escola Municipal de Educação Fundamental Hermes Ferreira de Souza, Escola Municipal de Educação Fundamental Lourenço M. Sparapan e Escola Municipal de Educação Infantil Mario Sette, empenhando seriedade e compromisso à tarefa de educar e lutar por uma sociedade realmente mais justa.
No final do ano de 2001, foi convidada a exercer função de Supervisora Escolar no então Núcleo de Atendimento Educacional (NAE - 5), acompanhando e contribuindo com o trabalho de diversas Unidades Educacionais da região de Campo Limpo e M’Boi Mirim.
Com a criação das Subprefeituras, surgimento da Subprefeitura de M’ Boi Mirim e a transformação dos NAE em Coordenadorias de Educação, foi nomeada Coordenadora de Educação da Coordenadoria de Campo Limpo. Nesta época, tomou contato com a idéia de construção dos CÉUS – Centros Educacionais Unificados, da qual foi uma intransigente defensora, trabalhando e militando intensivamente em diversas instâncias políticas e educacionais para garantir a execução do projeto na região de Campo Limpo. No ano de 2002, conheceu Aguinaldo Pereira Alves com quem conviveu e de quem recebeu apoiou em todos os desafios até seu último momento.
Luiza apoiou e trabalhou em defesa da construção do primeiro CEU da região, o CEU Campo Limpo, na antiga chácara da avenida Carlos Lacerda. Nesta época foi nomeada assessora da então secretária municipal de educação, Maria Aparecida Perez. Tragicamente, no ano de 2003, lhe foi diagnosticado um Adenocarcinoma no mediastino, um câncer no pulmão direito. Contra todas as expectativas que lhe garantiam poucos meses de vida, Ela recusou a indicação para a aposentadoria e continuou trabalhando, enquanto paralelamente se desenvolvia seu tratamento.
No ano de 2005, removeu-se para a Escola Municipal de Educação Fundamental do CEU Campo Limpo, recentemente inaugurado, onde desempenhou suas funções de coordenadora pedagógica, até licenciar-se em outubro de 2007, em virtude do agravamento de sua doença.
Luiza sempre aceitou o desafio da doença como uma contingência que estava ao seu alcance, com a qual podia lidar com coragem e esperança. Nunca se sentiu vítima de sua enfermidade e sabia que era uma referência de luta e exemplo de enfrentamento lúcido das adversidades. Acreditava no poder que tinha em administrar seu organismo e jamais se queixou das marcas traumáticas que o tratamento lhe deixava. Com resignação enfrentou inúmeras sessões de quimioterapia e radioterapia, quedas de cabelo e um tratamento agressivo. Não mediu esforços para explorar todas as possibilidades terapêuticas, inclusive as alternativas.
Contrariando todas as expectativas médicas, faleceu numa manhã de sábado, dia 15 de março de 2008, quase seis anos depois do seu diagnóstico fatal, no Hospital A.C. Camargo (Hospital do Câncer), com a consciência de que todas as suas lutas foram válidas e exemplares.
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