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Projetos

PROJETO
DE LEI N.º 016/2008 Denomina CEU Cantos do Amanhecer
-Maria José Teixeira, o Centro Educacional Unificado, localizado entre
a Rua Prudêncio do Amaral e a Avenida Cantos do Amanhecer no Jardim Mitsutani. Situação:
Lido em Plenário em 26/02/2008
A CÂMARA
MUNICIPAL DE SÃO PAULO DECRETA:
Art. 1º - Denomina CEU Cantos do Amanhecer - Maria José Teixeira,
o Centro Educacional Unificado, localizado entre a Rua Prudêncio do Amaral
e a Avenida Cantos do Amanhecer no Jardim Mitsutani. Art.
2º - As despesas decorrentes da implantação desta lei correrão
por conta das dotações orçamentárias próprias,
suplementadas, se necessário.
Art. 3º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação,
ficando revogadas as disposições em contrário. Sala
das Sessões, ANTONIO DONATO
VEREADOR JUSTIFICATIVA A
presente propositura tem por objetivo denominar o Centro Educacional Cantos do
Amanhecer localizado entre a Rua Prudêncio do Amaral e a Avenida Cantos
do Amanhecer no Jardim Mitisutani, visando homenagear a Sra. Maria José
Teixeira, atendendo à solicitação dos moradores locais que
pretendem homenagear um membro ativo da comunidade, já falecido, pelos
relevantes trabalhos prestados à comunidade local, conforme biografia que
segue em anexo.
BIOGRAFIA
Maria José Teixeira, alagoana de São
José da Laje, chegou em São Paulo na década de setenta, engajou-se
na pastoral operária e conheceu pessoas de diversas classes sociais. No
inicio da década de oitenta, casou-se e teve três filhas, mesmo assim
não deixou de participar das lutas por creches, moradia, saúde e
educação, sempre batalhando por melhorias para o bairro do Jardim
Mitsutani, local onde passou maior parte de sua via e criou suas filhas. Por isso,
tornou-se, além de um símbolo de luta, uma referencia política
em seu bairro. Assim, era muito comum vê-la nos mais
variados conselhos do bairro, foi participante ativa na luta pela pavimentação
local, atuou, como administradora no sacolão do Jardim Mitsutani, foi membro
do conselho de Saúde do Posto do Mitsutani, além de ser uma das
incentivadoras para a conversão da antiga quadra Poliesportiva Cafuringa,
no CEU Cantos do Amanhecer. Em 1998 atuou na Secretaria de
Abastecimento e percebeu o quanto o estudo lhe fazia falta, já que abandonou
a escola aos dezessete anos de idade, por isso retornou a sala de aula, mas logo
se entristeceu ao ver que a escola nada havia mudado e que a instituição
escolar estava sucateada. Essa constatação não a impediu
de lutar pelas causas escolares. Coordenou a implantação
de todo o processo dos trabalhos do Orçamento Participativo da Subprefeitura
de M'Boi Mirim com grande competência junto a um grande número de
estagiários e a comunidade local. Foi membro atuante
do coletivo de mulheres do Campo Limpo, onde sempre empenhou para a unidade nas
atividades e se destacava em sua alegria e irreverência diante das situações
mais adversas que os movimentos populares muitas vezes nos coloca frente às
dificuldades na luta. Incentivada pelas filhas e pela promessa
feita ao pai de retornar aos estudos, foi para a universidade em busca de conhecimento
para melhor compreender a situação educacional, e acima de tudo
para ajudar no desenvolvimento de projetos educacionais. Em 2006, além
de superar um câncer de mama, formou-se em Pedagogia pela PUC-SP, mas em
18 de julho de 2007 foi acometida por uma doença cardíaca que lhe
tirou a vida. Sem perceber, essa foi a luta de toda a sua
vida, uma vez que, sempre acreditou que "o homem é um ser em desenvolvimento
constante e sempre é possível aprender (...) Acredito no potencial
de todos, porque todos são capazes".

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