São Paulo . Dezembro . 2009


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PROJETO DE LEI N.º 730/2007

Denomina CEU Alvarenga - Ozualdo Ribeiro Candeias, o Centro Educacional Unificado, localizado na Estrada do Alvarenga, na confluência com a Rua Albino Bento, Distrito de Pedreira, Subprefeitura de Cidade Ademar.

Situação:
Tramitando na Comissão de Constituição e Justiça desde 09/11/2007.

A CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO DECRETA:

Art. 1º - Denomina CEU Alvarenga - Ozualdo Ribeiro Candeias, o Centro Educacional Unificado, localizado na Estrada do Alvarenga, na confluência com a Rua Albino Bento, Distrito de Pedreira, Subprefeitura de Cidade Ademar.

Art. 2º - As despesas decorrentes da implantação desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas, se necessário.

Art. 3º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário.

Sala das Sessões,

ANTONIO DONATO
VEREADOR

JUSTIFICATIVA

A presente propositura tem por objetivo denominar o Centro Educacional Alvarenga, localizado na Estrada do Alvarenga, na confluência com a Rua Albino Bento, Distrito de Pedreira, Subprefeitura de Cidade Ademar, visando homenagear o grande cineasta Ozualdo Ribeiro Candeias, falecido no ano de 2007, aos 88 anos de idade.

Ozualdo Ribeiro Candeias, nascido aos 11 dias do mês de novembro de 1918 em Cajobi, São Paulo, de origem pobre, foi militar, mecânico e caminhoneiro antes de começar sua carreira cinematográfica, começou fazendo assistência de câmera na produtora Maristela, em 1955, com o curta-metragem Tambau-Cidade dos Milagres, no qual já trazia elementos comuns à sua obra, como a ironia e a provocação iniciou sua brilhante carreria.

Entre 1957 e 1959, cursou o Seminário de Cinema no Museu de Arte de São Paulo. Tornou-se assessor técnico dos estúdios Vera Cruz
Sua obra-prima foi A Margem, de 1967, que abriu caminho para o movimento do cinema marginal, de nomes como o do próprio Ozualdo, João Silvério Trevisan, Júlio Bressane e Rogério Sganzerla, entre outros.

Em 1968, produziu um dos segmentos do filme Trilogia de Terror, de José Mojica Marins, o Zé do Caixão: O Acordo. Ainda com Mojica, co-dirigu Ritual dos Sádicos, produzido em 1969, mas só liberado pela Censura em 1982.

Seu último filme foi O Vigilante, de 1992.

Em 2002 sua obra ganhou uma retrospectiva organizada pelo Centro Cultural Banco do Brasil.

Avesso a entrevistas, a última aparição do cineasta foi para o videodocumentário "Ozualdo Candeias: vida e obra marginal" (2006); produzido por três alunos de Jornalismo da PUC Campinas. Ozualdo faleceu na tarde do dia 8 de fevereiro de 2007, aos 88 anos, de insuficiência respiratória, em São Paulo, dois meses após sua última entrevista.

Dirigiu os seguintes longas-metragens: A Margem (1967); Trilogia de Terror (1968), com José Mojica Marins; Meu Nome É Tonho (1969); A Herança (1970), baseado em 'Hamlet' de Shakespeare; Zézero (1974); A Opção (1981); Manelão, o Caçador de Orelhas (1982); A Freira e a Tortura (1983), adaptação da peça de Jorge Andrade; As Belas da Billings (1987); O Vigilante (1992).

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