São Paulo . Dezembro . 2009


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Pronunciamentos em plenário

SESSÃO DE 04/04/07

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Vereadores, público que nos honra com sua presença na Câmara Municipal e todos que nos assistem pela TV Câmara São Paulo, quando não é o nobre Vereador Dalton Silvano - e hoje eu estava feliz porque o nobre Vereador Dalton Silvano não falou antes de mim, e eu ia poder cuidar da pauta que eu havia previsto abordar , mas o nobre Vereador Domingos Dissei me obrigar a gastar alguns minutos do tempo em responder a S.Exa.

Fico impressionado com o fato de o nobre Vereador, durante cinco minutos, ter atacado o Governo da Sra. Prefeita Marta Suplicy, mas não foi capaz de defender o seu governo, não falou de uma única realização do seu governo - porque é difícil de achar alguma. Os Srs. Vereadores da base governista continuam na oposição à Sra. Marta Suplicy, em vez de defender o Governo de S.Exas.

O papel da Oposição é criticar, alertar, tentar melhorar, alertando o governo para os seus compromissos de campanha e para aquilo de que o povo precisa; e o papel da Base do Governo é defender o seu governo, dizer que estão fazendo, e isso eu não vi na fala do nobre Vereador Domingos Dissei, uma fala genérica, que se apóia num único elemento, de que a Sra. Marta Suplicy perdeu aquela eleição. O Sr. Lula ganhou a eleição. Uma eleição é uma coisa mais complexa, não é simplesmente uma avaliação de governo, porque a Sra. Marta saiu do governo com 49% de avaliação ótimo e bom, e hoje o Governo Kassab tem 43% de ruim e péssimo. Então, vamos discutir hoje o governo, vamos ver o que está fazendo.

Queria, agora, entrar no tema - já que me restam apenas três minutos - e falar um pouquinho da Lei Cidade Limpa, que é uma aspiração de todos os paulistanos, uma aspiração que, inclusive, no debate da Câmara, contou com o voto da imensa maioria dos Srs. Vereadores, inclusive da bancada do PT, como um voto de confiança a um governo que propunha fazer a cidade limpa - que esperávamos que fosse de uma maneira organizada, sem atropelos. Infelizmente, o próprio debate na Câmara, é verdade, ficou muito centrado nas questões da mídia exterior, dos outdoors, e poucos debates foram feitos sobre os anúncios indicativos que atingem 180 mil estabelecimentos de pequeno e médio comércio na cidade de São Paulo.

O que temos visto no Governo passado? Desorientação, porque a lei era para valer a partir de março, conforme votamos nesta Casa. Vai o Sr. Kassab e diz: "Não, não vamos multar; só vamos multar em outubro". Daí, no dia seguinte, fala: "Não, não é bem assim. O fiscal vai ter bom senso e, quando ele achar que tem de haver multa, ele multará; e quando ele achar que tem de orientar, ele orientará".

Isso não existe. Isso deixa com mais temor ainda. O pequeno e o médio comércios da Cidade estão aterrorizados com esse estilo que não diz os prazos, não esclarece a lei, que é complexa; não esclarece tudo o que pode ser colocado na fachada ou não pode ser colocado, e ficam com essas manobras. A última, inclusive, é mais uma Portaria Intersecretarial completamente ilegal. A lei diz que, para ter o CADAN é necessário ter o alvará de funcionamento. Daí, descobriram que 85% dos estabelecimentos não o têm. Então, inventaram que, por dois anos, se for preenchido com um monte de zeros lá na Internet, para obter o CADAN, vale. Daqui a dois anos, vamos ter um problema maior ainda.

Por que não se analisa o problema com cuidado? Apresentei um projeto de lei que estabelece que, para se tirar o CADAN, já que muitos não têm licença de funcionamento - porque existe a anistia ainda do Governo Maluf e a anistia da Sra. Prefeita Marta, que não foram analisadas a maior parte dos processos, e a maior parte da falta de licença de funcionamento se deve à não análise da anistia; uma licença de funcionamento ainda demora muito tempo para se obter. Então, propus que quem tiver o protocolo pudesse fazer essa retirada. Mas não. Adotam um caminho aparentemente mais simples, mas que joga o problema lá para frente.

Pior que tudo, aprovamos um conjunto, na Lei Cidade Limpa, que pressupunha que existiria um espaço para anúncios, que é o mobiliário urbano, que são os pontos de ônibus, as bancas de jornais, os totens, os espaços indicativos. E até hoje, Sr. Presidente Adilson Amadeu - que conhece bem a matéria, a Emurb não enviou o projeto da lei, a Prefeitura não enviou o projeto de lei do mobiliário urbano. Então, proíbe-se a publicidade em toda a Cidade, e a lei permitia uma alternativa aqui no mobiliário urbano, e a Prefeitura não apresenta a lei do mobiliário urbano, para que esta Casa possa aprovar e, aí sim, dar um desenho completo para a questão da publicidade na cidade de São Paulo. Então, vemos um governo confuso, que está transformando a vida do pequeno e do médio comerciantes em um terror.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

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