Notícias
do Mandato 
22/10/2009
Prefeitura remaneja verba do Metrô para pagar subsídios às empresas de ônibus
A Prefeitura de São Paulo ultrapassou o prometido teto de R$ 600 milhões para subsídios (repasses de recursos municipais) a empresas de ônibus e cooperativas de micro-ônibus em 2009, para conseguir manter a tarifa nos atuais R$ 2,30 até dezembro.
Um decreto do prefeito, publicado sábado (17/10/2009) no Diário Oficial, remanejou mais R$ 58 milhões que seriam originalmente destinados, entre outras dotações, a investimentos na Companhia do Metropolitano (Metrô) e em transporte metropolitano para "compensações tarifárias" às viações.
Com esse remanejamento, os créditos suplementares para subsídio da tarifa, desde janeiro, somam até o momento R$ 134,05 milhões. Esse total, mais o mais o que foi reservado no orçamento municipal para 2009 (R$ 523,95 milhões), faz o valor previsto para as viações atingir R$ 658 milhões neste ano, o maior repasse anual da década. No ano passado, o valor pago às empresas chegou a R$ 630 milhões.
Cabe lembrar que em 2004 a gestão Marta repassou R$ 280 milhões, que corrigido pela inflação corresponde hoje (21/10), a R$ 350 milhões.
A Secretaria Municipal de Transportes tem alegado que os repasses para renovação da frota estão incluídos na rubrica de "compensação tarifária".
Quem vai pagar esta conta é o povo, na tarifa de ônibus que o prefeito já anunciou que irá aumentar em janeiro de 2010. Conforme a imprensa tem noticiado, a proposta de reajuste da tarifa dos atuais R$ 2,30 para R$ 2,70 ou R$ 2,80, significa um aumento no bolso do usuário de 17,4% a 21,7%.
Em outras palavras, o governo do DEM/PSDB aumentará menos a sua parte neste gasto e repassará ao trabalhador o aumento represado por sua promessa feita na véspera da eleição do ano passado de não aumentar a tarifa em 2009.
O PT não é contra “subsidio”. A crítica aqui é contra o uso eleitoral distorcido deste instrumento pelo governo Kassab, para garantir sua reeleição.
Fonte: Boletim PT Câmara, e Jornal O Estado de São Paulo

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