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do Mandato 
21/09/2009
Kassab reconhece que promessas de campanha não serão cumpridas
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| O Secretário Alexandre de Moraes na audiência do orçamento do ano passado, já se previa que orçamento de 2009 era "peça de ficção" |
No final de 2008, Donato denunciou que o orçamento para 2009 seria uma “peça de ficção”. Dito e feito. Várias promessas não estão sendo cumpridas: o 1 bilhão do metro, os três hospitais, o investimento recorde "no social", as duas professoras na sala de aula, os investimentos na área de segurança, a prioridade para o transporte público... um longa lista de falhas.
Em entrevista a Rádio CBN nesta segunda-feira, 21/09, o Prefeito falou do orçamento de 2010 que pretende enviar a Câmara nos próximos dias, foi cobrado e admitiu que algumas das suas principais promessas de campanha não serão cumpridas. O Metrô, o corredor da Celso Garcia os hospitais, os cortes no orçamento foram tema da entrevista.
Ouça a entrevista do Prefeito
O investimento de R$ 1 bilhão para o metro, prometido para o ano de 2008, não aconteceu, nem acontecerá em 2009. Agora, o investimento será feito nos próximos quatro anos.
Outra promessa na área dos transportes que não vai sair é o corredor de ônibus da Celso Garcia que já deveria estar pronto. Em 20/09/2007, em reunião na Comissão de Trânsito, o Secretário dos Transportes Alexandre de Moraes afirmou que cinco corredores, incluindo o Celso Garcia, seriam construídos além do Expresso Tiradentes que seria concluído. Em 27/03/2008, o mesmo secretário afirmou que os corredores não eram mais prioridade para a administração e somente o corredor da Celso Garcia seria construído, em 2009(!). No final de 2008, já não se falava em números nem em locais.
Na audiência temática do orçamento sobre transportes, em novembro do ano passado, Donato questionou e apontou que o orçamento de Kassab tinha tudo pra dar errado: “O secretário não informou quantos corredores serão construídos e muito menos quanto a Prefeitura pretende investir em cada um deles”. O mesmo se repetiu com outras áreas.
Um ano após apresentar à Câmara Municipal um Orçamento superior a R$ 29 bilhões, com a promessa de investimentos recordes em obras e "no social", a gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) já reviu para baixo os gastos em 20 das 21 secretarias da Prefeitura de São Paulo com dotações previstas em 2008. Kassab congelou R$ 4 bilões de reais de 20 secretarias.
Fora o alardeado corte na limpeza pública e os congelamentos de verbas na Saúde e na Educação, a revisão no planejamento do governo atingiu também a Guarda Civil Municipal, a reforma de bibliotecas e os projetos para aumentar a mobilidade dos deficientes.
Outro reflexo da reorganização financeira é a redução do tempo que o prefeito terá para cumprir seu Plano de Metas, até 2012. Muitas promessas de campanha, que constam do plano, previsto em lei aprovada pelos vereadores, continuam no papel - após 9 dos 48 meses da gestão. Caso não cumpra as metas ao fim do governo, o prefeito poderá responder processo de improbidade administrativa.
Do R$ 1 bilhão que se prometeu investir no Metrô, em quatro anos, por exemplo, não foi liberado nada, assim como os R$ 30 milhões reservados para o início da construção do Hospital Municipal de Parelheiros, no extremo da zona sul, e o corredor de ônibus da Avenida Celso Garcia, na zona leste - três das principais promessas da campanha à reeleição. O projeto de transformar ônibus em bibliotecas itinerantes, da Secretaria Municipal de Cultura, também não teve um centavo liberado dos R$ 974,6 mil previstos.
O congelamento já afeta até as Secretarias de Segurança e da Assistência Social. De um total de R$ 20 milhões para a modernização das ações de segurança preventiva e comunitária, R$ 9 milhões foram congelados. A verba destinada à construção e à reforma de prédios e imóveis da GCM também teve retenção de R$ 1,1 milhão, de um total de R$ 1,2 milhão. Para a construção de albergues, congelou-se R$ 1,3 milhão de um total de R$ 1,8 milhão.
A publicidade, porém, único setor preservado, não só escapou como recebeu incremento de R$ 46 milhões.

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